terça-feira, 31 de agosto de 2021

#40 QUARENTANDO 4.0 - Since 1981

Hoje termina o mês!

Ahhh o mês de agosto...

Mês longo e intenso, sempre....rsrsrs.

Apesar de dividir o mês com os virginianos, na maioria de seus dias nascem os Leoninos, portanto somos mais.... (ha ha ha...começou o estrelismo...kkk).

Em tudo quanto é lugar que leio, está escrito que somos estrelas - que nós de signo de Leão - gostamos de brilhar...bla bla bla. Mas, pra toda regra tem exceção, até porque nem acho que eu gosto tanto de brilhar assim (rsrs), nem gosto que os holofotes estejam virados para mim, tão pouco tenho uma vaidade que fica estampada na minha face, nos meus cabelos, roupas, unhas, acessórios...etc. O que é muito diferente de querer reconhecimento por algo que a gente faz. Reconhecimento eu gosto e, assumo que gosto! Gosto tanto, que vivo "dando" reconhecimento por aí...pois isso não faz mal e, o ego dos outros eu sei que me agradece!

 Também já li [1] que eu e meus colegas Leoninos e Leoninas somos autossuficientes e gostamos de liberdade, além de sermos dotados de energia e sinceridade, as vezes até sinceros demais. Temos, normalmente, um temperamento bem apimentado, mas por outro lado somos leais. Além disso, somos bastante generosos e queremos mostrar isso para todos. Eu reescrevi essa frase de um blog linkado ao final do texto e, não tiro uma palavra disso, pois eu me vejo nessa frase com erros e acertos, com qualidades e defeitos. Eu praticamente sou essa frase em resumo....rsrsrs.

 Tenho, assim como muitos dos meus (rsrs), uma personalidade bem forte, sou obstinada e, quando quero algo, não meço esforços para isso. Sim, eu já sei que ainda posso parecer as vezes arrogante, prepotente diante de algumas situações. Hoje já melhorei muito, mas sempre escapa! [2]

 Eu adoro um elogio - mas quem não gosta né!? - no entanto, não é sempre que admito. Talvez nem precise contar isso aqui como se ninguém soubesse, pois quem me conhece bem sabe disso. Por outro lado, é claro, tenho dificuldades com as críticas e com pessoas que me ignoram. Outra coisa que azeda o humor dos nativos de Leão é levar um fora e/ou não ser ouvida/o.[3]

 Bom, mas não vim aqui pra ficar falando de horóscopo, vim aqui falar como é estar com 40. Faz um mês quase dessa nova fase, e, eu praticamente não tive tempo de pensar sobre isso. Como muitos sabem, esse ano está tempestuoso pra muita gente e, para mim, não está sendo nada diferente. Pouca energia e muito consumo. Pouco descanso e muito uso do corpo e da mente. Pouco tempo e muito trabalho, porque tem coisa que dá muuuuuito trabalho.

 Não estou escrevendo também para fazer uma lista de coisas boas e/ou ruins em estar com 40, nada disso. Que eu sou grata pela vida - independente dos perrengues - eu sou, com certeza! Se eu me sinto bonita e bem fisicamente? Demorei para chegar neste patamar de relação comigo mesma, mas to quase lá e, me sinto bem...continuo me aceitando fisica e emocionalmente um pouco mais a cada dia. E, isso não tem preço! Se eu tenho tudo que preciso? Sim...tenho!

Olhando para trás, eu não tenho muito apreço por quem eu era, por quem eu fui na infância, adolescência e por um bom período da fase adulta. Mas, se não fosse quem eu fui, quem eu era, não me tornaria quem sou hoje. Somos essa composição né, das fases da vida! Não sinto saudades de muitos momentos do meu passado. Eu gosto de olhar para frente, gosto, inclusive, de quem eu me tornei. Penso, cada noite que vou dormir, que posso acordar melhor no dia seguinte. Penso que posso ser alguém que eu goste mais ainda.... por mim, para mim e, também, para os outros.

Eu ainda reclamo, tenho chatices, sou exigente, me atropelo em tarefas, fico brabona, faço bico e não consigo me concentrar como gostaria para meditar....mas eu espero ter mais uma leva de anos ainda pela frente para aprender.

 Abaixo trago fotos que minha querida Patrícia Conde (fotógrafa) fez para que eu me lembrasse dos meus 40. Eu queria guardar com carinho esse momento em que tenho me surpreendido tanto comigo mesma. No passado (uns 3-4 anos atrás) eu tinha um projeto: ter músculos, um bronze, cabelo mara, um dia de spa e maquiagem pra essa tão desejada sessão de fotos. Mas, a história foi outra, pois parei o crossfit e os músculos se foram (kkk); não adquiri saco pra fazer bronzeamento; o cabelo não estava mara, mas ainda estava de um jeito que me deixa feliz; o dia de spa não rolou e a maquiadora fui eu mesma, além de cabeleireira..rsrs. Mas o mais importante é que, apesar de tudo, estou satisfeita!

 Beijos e mais beijos para quem leu até aqui e chegou nas fotos da @patriciacondefoto. Juliana - 02/08/1981 - Quarentei!!!










[1] https://osr.org/pt-br/blog/osr-br/signo-de-leao/
[2] https://areademulher.r7.com/curiosidades/signo-de-leao-astrologia/
[3] https://br.blastingnews.com/curiosidades/2018/02/o-que-cada-um-dos-signos-mais-odeia-descubra-002347043.html


terça-feira, 29 de junho de 2021

Qual o tamanho dos seus problemas?


Já passou por algo realmente difícil? Um daqueles problemas que são muito difíceis, sem solução talvez....

Certa vez, estudando um pouco de disciplina positiva, querendo que Alice, Laura e eu sobrevivêssemos umas às outras (rsrs), ouvi uma especialista que disse: "ensine a criança à classificar o problema". Ela dizia que poderíamos dizer às crianças que 1) o problema poderia ser fácil de solucionar; 2) o problema de nível médio - aquele que tem solução, mas vai dar um trabalhinho; 3) problemas de difícil solução, ou por não termos as ferramentas, ou por não termos os recursos para resolver; e 4) o problema sem solução. 

Eu experimento classificar os problemas da minha vida desde que ouvi essa orientação, que era pra usar com as filhas, mas que me serve muito! Também tento dar prazos para as resoluções dos problemas, além de refletir bastante com as minhas filhas: "esse problema foi fácil de resolver!" Ou, "esse problema nós conseguimos resolver?". Ou ainda, "esse problema é fácil ou difícl de resolver?". Juro que essa "técnica" facilita ao olhar para uma determinada situação que precisa de resolução.

Dentro do universo da criança, obviamente os problemas se classificam de maneira distinta dos problemas no universo dos adultos, mas todos são problemas! Por exemplo, se a minha filha quiser dirigir nosso carro agora, esse problema não se soluciona imediatamente, logo, para agora ele não tem solução. Se ela quiser que eu a leve para dar uma volta de carro no fim de semana é fácil resolver. Se o brinquedo dela quebra ela vai chorar como se fosse o fim do mundo, e para ela é. Mas eu classificaria como fácil de resolver: consertar o brinquedo! Estou dando exemplo entre adultos e crianças, mas entre os próprios adultos essas classificações são distintas e, normalmente quando crescemos ouvimos que, o único problema sem solução é a morte!

De fato, para a morte não há solução, e quando passamos por experências que envolvem a dor do luto - e muitos de nós já passamos por esse tipo de dor - acho que estabelecemos novas "classificações" às situações da vida. Há uns bons anos, tive um namorado que terminou o nosso relacionamento por e-mail (imagine isso!). Na época esse problema "não solucionável" me doeu por tanto tempo até que experimentei um luto inesperado e, essa sim era uma questão não solucionável, de uma dor profunda. Perder a Paula me colocou numa situação tão difícil que não tinha dor que superasse isso. 

E, a vida é isso né!? Quem se prepara para um problema não solucionável? Nem a criança que quebra o brinquedo e nem o adulto que enfrenta o luto! Mas, nossa vida é assim: um acúmulo sem fim de experiências, de problemas/ situações fáceis, medianos, difíceis ou sem solução..... Cada um de nós vai guardando na memórias as situações pelas quais passa e, vai dando novos sentidos e significados ao que sente. E, claro, não somos feitos somente das memórias ruins, dos problemas difíceis, das sensações de tristeza mas, acho incrível a potência que estes têm sob nosso corpo; a capacidade enorme de ficar como um mantra surgindo em nossa mente. 

Isso pra dizer que, quando olho pra trás e penso no enorme problema que vivenciei, tenho algumas certezas dali: era um problema de difícil solução e, se tornou um problema sem solução. E, por não ter conseguido resolver, simplesmente por que não dava e não dependia apenas de mim, a sensação de incapacidade, frustração e vazio, resultam em tristeza...uma grande tristeza, que ressoa o tempo todo no meu cotidiano. 

Por outro lado, essa situação, esse trauma "reclassificou" os problemas em meu imaginário, pois passei a olhar com mais cautela ainda o que seriam problemas fáceis, medianos ou difíceis. Seguramente a gente passa a "reclamar" menos do que acha difícil e eu passei. Acho que isso é o que chamam de resiliência. O nome é bonito, todos falam dela, mas a resiliência não é algo fácil, tão pouco simples e seu tamanho e potência não cabem numa palavra. Pra ser resiliente, a gente normalmente experineta problemas difíceis e sem solução. E, com certeza aqueles que não são solucionáveis, só dizem mesmo respeito à morte!

Para os amigos e amigas....eu estou bem, triste, mas bem! Assumir minha dor é um problema solucionável com compreensão e carinho....

Para os leitores que chegaram até aqui....esse texto é mais que uma reflexão, é uma experiência com um problema de solução muito difícil que se tornou insolucionável, infelizmente! E, sigo em meu luto....

Boa noite!


Créditos da Imagem no início do texto: https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/depressao-e-suicidio-ainda-sao-tabus-para-os-homens-e-jovens-no-brasil/


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