segunda-feira, 3 de julho de 2017

Porque só as mães entenderão!

Oi querid@s!!

Bora lá para mais um pensamento novo....sqn...rsrsrs. E, acho que vai ser longo, afinal faz uma semana que estou tentando escrevê-lo.

Estava pensando muito na questão que circula blogs, vídeos do youtube e imagens em redes sociais, sobre romantizar e desromantizar a maternidade. E, já falei aqui sobre maternidade né!? Sim, algumas muitas vezes nos últimos 4 anos. Também já disse que amei (e amo) ser mãe, já contei que a Alice e a Laura são diferentes (demais), já falei dos "perrengues" que a maternidade trás, já falei que a vida muda a gente e a gente muda a vida depois que vira mãe, já disse que amei ser...ops, já disse... Bom, mas como sou mãe na maioria do tempo do meu dia, vou falar um pouco mais.

Vou falar de realidade ok; sem querer (des)romantizar nada; apenas realidade! E, minha realidade perpassa os dois extremos, acredito que, como na vida da maioria das mães. Tem dias que ser mãe é maravilhoso, mas outros nem tanto e, tem aqueles dias (poucos até) que eu gostaria de fazer uma mágica e sumir algumas horas (só umas horinhas!!).

Quando a gente vira mãe começa a entender, literalmente, o que é se anular. Todo nosso esforço vai em prol daquela coisinha pequenininha que está  (e por muito tempo estará) sob nossos cuidados. Pai "ajuda" (nem todos eu diria) mas, é diferente para os pais, sim! Porque ainda pensamos no pai que "ajuda" (tipo, a mãe teve o filho e o pai ajuda!) Que pensamento das cavernas né!? Mas, eu diria que é a maioria e, aqui não é muito diferente (e, que me perdoe o Diego se, ler essa constatação tão real). Fico louca quando me dão os parabéns ou me dizem que tenho sorte porque meu marido me ajuda. Sim, ele me ajuda e, isso não é surpreendente, pois ele APENAS, faz a função dele de pai. Então, eu não reforço essa situação de que as filhas são minhas. Mas, na atual situação de vida que nos encontramos, elas praticamente são totalmente minhas! E, são minhas 7 dias da semana, sem folga!!

Bom, mãe assume muitas coisas e é um esforço tão grande que parece que a gente, além de se anular, perde direitos. Você perde direito primeiro ao tempo. Deixamos de ter um tempo exclusivo e, pior, são as pessoas acharem que você não merece esse tempo, ou acharem que você "bateu a cabeça com força" por dizer que quer e precisa desse tempo. Nessa semana ficamos todos doentes por aqui, e, percebei que ficar doente também não é uma boa opção quando você tem um pai que "ajuda" e, não tem direito a folga (já que folga seria pedir muito para uma mãe). Minha mãe sempre dizia que mãe não pode ficar doente e, quando fica faz o maior esforço do mundo para ficar bem. Fato! Nesse momento mesmo, estou com uma gripe e dores fortes de garganta, sem poder reclamar, afinal perdi esse direito quando a Alice saiu no terceiro empurrão no parto!

Mãe não tem muito tempo para arrumações. Eu que sempre fui uma pessoa "básica", agora virei o básico do básico (pior que aquele uninho quadrado sem nada!). Essa sou eu! Um pouco por não ser muito vaidosa (desde sempre) e um pouco por achar que esse luxo vai me consumir tempo e dinheiro que posso usar com elas (sim, eu sei que estou errada!). Mas, vou à manicure a cada 15 dias, olha que luxo...rs. Minha terapeuta diz que sou tirana demais comigo mesma, eu prefiro continuar pensando que sou apenas básica; aceitar que virei mãe e, isso vai doer menos!! 

Mãe, quando não está trabalhando, está com criança. Nossa, como isso é real na minha vida!!! Apesar de ter pais que me auxiliam e por vezes as meninas dormem lá para eu poder sair e até trabalhar. É a mais pura verdade que, quando acabou o dia, você está sem energia, cansada, querendo descansar é claro, mas, tem criança pra cuidar. Aprendi a não desanimar e, me apegar nas partes boas do "mamãe" quando você chega, do beijo, do abraço, do utaaaa. É a sensação do "está ruim, mas está bom", sabe!? Pior é: a gente ter que se acostumar com isso. 

Ser mãe é um desgaste físico e emocional gigantesco. Acho que a gente já foi feita assim mesmo: para suportar. Eu duvido que meu marido e muitos pais que eu conheço suportariam da mesma forma algumas coisas pelas quais passamos e, eles nem percebem que passamos (as vezes nem perguntam!). Primeiro a notícia, depois os 9 meses e todas as particularidades que esse tempo nos oferece. Depois o pós parto....que nosinhora, que é aquilo? Ainda bem que a gente esquece e, as partes boas contribuem para esquecermos essa fase em nome de um bem maior....as experiências. Depois vem todos os cuidados e fases e cuidados e cuidados e mais cuidados....

E, sabe, as vezes a gente só precisa de cuidado especial também, mas acabamos nos esquecendo e, a sociedade na qual vivemos nos diz que não precisamos disso, afinal nós somos as cuidadoras. Passo a semana cuidando....cuidando da casa, da comida, da roupa, do mercado, das alergias, dos remédios, das agendas de cada uma e da minha (que fica em segundo plano), e sem esquecer da cachorra....dias e dias a fio cuidando.... É, é bem difícil ser mulher e mãe as vezes!!

Mas, tenho aprendido que o reconhecimento de tudo isso, vem de mim mesma. Sou uma mulher bem mais forte e imensamente mais capaz hoje. Capaz de abdicar, inclusive, de sonhos em prol de ser uma mãe que desejo para minhas filhas. Capaz de não reclamar e aceitar, pois escolhas são, escolhas. Capaz de ser superior a qualquer atitude e comentário machista e descuidado das pessoas. Capaz de ser muitas pessoas fortes em uma só! Capaz de ser mãe!!

Uma boa tarde com gripe, tosse e otite (uma coisa para cada uma de nós três)....para tod@s!! 
   

(Ps. Presente do Dia das Mães, que EU me dei!!)

domingo, 28 de maio de 2017

Maio de reflexões no parque (rs)

Nossa, já faz um tempinho!! Pra variar a vida continuou com uns loopings, umas subidas e descidas bruscas, mas uma hora a montanha russa para né, pra outra galera entrar no brinquedo. Mês passado estava tipo, dentro do barco vicking, naquele sobe e desce. Pra mim não é tão aterrorizante quanto uma montanha com loopings, mas dá frio na barriga. Foi a vez de dar um jeito nas “amigas do peito”, as próteses mamárias (prometo, de novo, que farei uma postagem sobre isso, vale a pena compartilhar) e, deu tudo certo, estamos “todas” bem eu e, minhas “novas amigas”. Movimentos quase no 100%....

Agora eeeesse mês.... Ai ai, esse mês de Maio!!
Acho que depois de tantas voltas na montanha russa e, pular pro barco vicking sem descansar, pude sair desses brinquedos e contemplar o restante do parque de diversões com uma certa calma. Foi um mês particularmente longo, cheio de coisas, mas situações mais amenas que as dos meses anteriores. Foi um mês cheio de aprendizado e, de um “olhar pra dentro muito mais profundo”.

No meu parque, tem as meninas, claro:
Neste mês intensificamos os cuidados com as alergias da Alice e, ela tem respondido bem. Também estive na escola da Laura (chamada pela direção por conta do SEGUNDO atraso na entrada) para “justificar” que eu sei exatamente qual é o meu papel de mãe e, que eu executo e me realizo nele, ou seja, não deveria ter sido chamada ali! Também expliquei que não é uma troca de favores, mas a realização de funções: eu cuido, a escola cuida, cada uma dentro das suas obrigações e regras estabelecidas. E, diga-se de passagem, sei que faço minha parte!! Mais uma vez, eu não deveria estar ali. Entendidos, as relações entre as partes “voltaram ao normal”. Tenho a impressão que as pessoas acham que eu não preciso da creche, que meu pai pode ficar com ela enquanto trabalho, ou, que tenho menos direito já que a Alice estuda numa escola paga, enfim....alguns olhares de julgamentos cessaram e logo a Laura vai para a escola da irmã. Mês das Mães, nada melhor que mostrar para as pessoas qual é sua contribuição no universo....rs.

No meu parque tem o Di:
Mudado, literalmente! Mudou de emprego, mudou as funções de trabalho e suas relações, mudou de casa e, ainda neste mês mudou de bloco de apartamento....rs. Muitas mudanças e, eu acompanho com o maior apoio que eu posso dar. As vezes estou cansada e, não consigo dar tanto carinho quanto gostaria, mas as adaptações fazem parte das mudanças e, logo estaremos menos cansados, mais dispostos e, as mudanças já não serão mais mudanças. É tipo quando a gente sai da montanha russa e vai para o carrossel, ele sobe e desce, mas com muito mais estabilidade....rs.
No meu parque tem minha família:
Só posso dizer: OBRIGADA! Obrigada por estarem na montanha russa comigo em todas as voltas incessantes até agora e, em todos os loopings, inclusive quando o brinquedo resolveu parar de ponta cabeça e eu achei que ficaríamos presos ali por muito tempo..... Às vezes, nem é legal ir ao parque de diversões e entrar num brinquedo sem ter vontade, mas vocês são espetaculares e sabem disso. Obrigada!

No meu parque tem amigos:
Que mês cheio de amigos. Falei e, quase pude ver, a maioria dos meus poucos e maravilhosos amigos. Também pude experimentar as felicidades de alguns e as angústias de outros e, fiz o que poderia ter feito: ouvi, falei, mandei energias e bons pensamentos, chorei (mesmo de longe), tentei me colocar no lugar para tentar entender....acho que isso faz parte de ter pessoas especiais e, cultivá-las. Quando precisar dizer....dizer, quando precisar ouvir....ouvir e, quando precisar não dizer e nem ouvir, entender!!

No meu parque tem trabalho:
As pessoas que me conhecem bem sabem que gosto muito do que faço e, que faço sempre com empenho e carinho. Sou organizada, atenta às questões que permeiam meu trabalho e tento sempre me colocar no lugar daquele que vem fazer qualquer tipo de aula comigo. Acho que era um bom momento para as coisas darem “mais” certo (no trabalho). No início do mês participei de um evento de Ginástica no Sesc São Carlos por indicação do gerente adjunto de Araraquara, o Rafa, que mencionou meu nome para a participação do mesmo. Foi importante o convite, pois, mostra que o trabalho está de acordo com as expectativas e, que as pessoas percebem isso [CLARO QUE ISSO NÃO É REGRA E, MUITAS VEZES QUEM DEVERIA NOS TECER OS DEVIDOS ELOGIOS NÃO O FAZ!!] Bom, eu realizei lá uma oficina de Ginástica para professores (e gostei do que fiz!), participei de uma vivência (e a Alice também), estive na apresentação de atletas de GA e, o Rafael (estagiário) acompanhou o grupo de Idosos para apresentar GPT no evento. Foi um dia extremamente agradável (apesar da recuperação cirúrgica). Minha família esteve lá para contemplar e, minha grande amiga Re foi me dar o abraço do mês. Que dia radiante!!
Hoje, quase fim do mês, estou voltando do Sesc Sorocaba onde fui fazer uma vivência da Ashtanga Sadhana no evento de Práticas Corporais em que o tema silêncio era o grande norteador. “Como assim Eu e Silêncio?” Pensei e não entendi quando fui convidada...rs. Perguntei ao meu lindo amigo Daniel (que me fez o convite), porque eu? Rsrsrs. Claro que ele não tinha resposta para isso. Na verdade, quem teve que encontrar a resposta fui eu mesma. Pesquisei, li e reli sobre o silêncio e, fui percebendo durante minhas leituras, e, nas vésperas da vivencia, também, no decorrer do evento que o silêncio estava dentro de mim e, somente eu poderia encontrá-lo. Minha aula teve “barulho” (aula em dupla, em roda, tem sempre uma produção extra e gostosa de sons), mas esse era o propósito: mostrar que apesar dos barulhos do dia-a-dia, podemos voltar a calma; que os dias mais agitados podem terminar com uma boa pitada de paz; e, que o silêncio não faria tanto sentido e teria tanta importância, se não experimentássemos o seu oposto. A experiência do convite, do estudo, da prática e, especialmente das TROCAS foi, sem sombra de dúvidas, sensacional!!
Me sinto extremamente grata por esse mês trabalhoso!!!

Também tem casa em reforma no meu parque:
Pintamos! Enfim, as coisas vão sendo finalizadas e, logo acabam. A reforma interminável, que causou reforma de dentro pra fora, de fora pra dentro, reforma mental, emocional e espiritual, vai terminando e fica disso, TODO o aprendizado.

No parque da minha vida tem EU mesma:
O passeio pelo parque permitiu grandes experiências neste lindo mês de Maio. Ganhos são sempre ganhos e, quando ganhamos em alegria e experiência, o valor do ganho dobra! Foi um mês de muita reflexão, de desatar alguns nós e “tentar” desatar outros. O mês ainda não acabou, mas eu já acho que ele valeu super a pena. Se pude minimamente ensinar ou transmitir algo a alguém, que tenha sido bom, porque eu aprendi e recebi muito!! Obrigada universo por ter me dado uma trégua e ter sido tão favorável ao meu crescimento pessoal.....

Aos amigux@s de plantão um grande beijo de boa  noite

NAMASTÊ!!



sexta-feira, 14 de abril de 2017

Crianças imediatistas X Adultos impacientes

Hoje poderia falar um pouco (ou muito) da minha experiência com minhas amigas do peito: as próteses mamárias!! Só que não, conto essa história outra hora. Mas, devo compartilhar com quem não sabe e, com quem nem percebeu (rs), que precisei trocar as velhas amigas por novas e isso está relacionado com o que vou pensar com vocês aqui hoje.... Ah, e o título é generalista demais, mas não consegui pensar em nada melhor 😓😔.....

Crianças!! Ahhhh que maravilhoso viver rodeado delas (ou não, tem quem não liga e quem não goste, respeitemos!). Eu, sempre gostei e, acredito que sempre fui paciente com a maioria delas. Mas, é incrível como as pessoas reclamam das crianças, até mesmo aquelas que gostam. 

Semana passada li um texto em que o autor falava exatamente disso, que a paciência dos adultos com as crianças diminui proporcionalmente ao aumento do consumo de eletroportáteis, acesso a wi-fi e aquisição de aplicativos para todos os gostos. E, como isso é real sabia?? Os celulares e tablets viram praticamente um "cala-boca" para uma criança no banco de trás do carro, em um restaurante, na sala de casa, nas horas de refeição. 

Esse texto trazia a tona a questão do "esperar". Discutia que as crianças não sabem esperar, mas porque nós não sabemos fazê-las esperar. Realmente! Nós adultos (hoje), não temos paciência e, acalmamos nossas crianças com joguinhos, doces e possíveis presentes. Não damos palmadas na bunda, mas criamos crianças mimadas, birrentas que sabem exatamente que não precisam esperar.

Nesses dias de "repouso" - sem poder dar colo, sem poder fazer muito, tendo que ficar sob cuidados dos meus pais, enfim, sendo uma mãe mais passiva - me peguei pensando na minha atuação como mãe; se tenho cumprido com aquilo que acredito; se estou tendo paciência com minhas filhas; se tenho feito elas "esperarem"! E, cheguei a conclusão que, eu TENTO, todos os dias.... Acho que às vezes não consigo, às vezes falho, mas todos os dias eu tento. E, não é um "tentar" na teoria não, quem me conhece bem, sabe que é na prática mesmo!!

Eu tento......e como!!! Todos os dias a Alice não pede meu celular para "brincar"! A Laura, que está falando "alulai" (celular), pega ele, se estiver ao alcance dela, e me dá falando "mamãe" (indicando que é meu). Todos os dias eu divido os programas de TV em primeiro e segundo tempo - um pouco de musica e um pouco de desenho, um contempla uma e o outro contempla a outra e, canto, danço, falo com os personagens do desenho. Todos os dias que acessamos netflix assistimos desenhos diferentes. Todos os dias que a Alice faz "atividade" (geralmente desenho, pintura e colagem), eu faço com ela e estimulo alguma coisa diferente. Todos os dias ouço que a Laura é "do piru" e, todos os dias eu falo, "é sim, é criança e, saudável!". Todos os dias eu restrinjo a quantidade de doce que elas irão consumir (especialmente a Alice) e, exijo que comam fruta. Todos os dias a Alice pede um "docinho"; um "docinho" que é geralmente menor que o diminutivo da palavra e, às vezes ela não ganha! Todos os dias temos uma rotina e, normalmente a seguimos (com eficiência). Todos os dias a Alice inventa que não gosta de alguma coisa do prato e, todos os dias eu estimulo ela a comer exatamente o que ela precisa experimentar. Muitas coisas acontecem conosco todos os dias.....Normalmente, todos os dias a Alice faz manha e todos os dias a Laura me deixa louca.....e eu? Adquiri muito mais paciência do que poderia imaginar até agora.

Me controlo para evitar qualquer tipo de excesso que possa atrapalhar no crescimento e desenvolvimento delas, sempre e TODOS OS DIAS me lembrando que elas são APENAS crianças. Tenho que ter flexibilidade o suficiente para ser dura e dureza o suficiente para ser flexível. Tem aqueles que irão ler e pensar: "pqp ela é uma carrasca e acha que isso não é excesso? Louca!". Eu digo: "crie seu filh@!!".

Já disse aqui numas postagens atrás que ouvi: "cada um tem o filho que merece!!". Na época fiquei chateada porque isso queria dizer que a Laura era "ativa demais" e, que eu merecia aquilo, como se fosse um fardo, um carma. Pensei muito sobre isso..... E, sabe, agradeço todos os dias pelas minhas duas filhas e por todas as qualidades e todos os "defeitos" que elas possuem. No futuro, quando elas forem maiores, vão ter que trabalhar com suas qualidades e defeitos, coisas da vida.... mas, por enquanto, eu sou responsável por fazê-las entender essas qualidades e defeitos com muita calma e paciência evitando rótulos, castigos descabidos, sem ser permissiva demais, ou rigorosa demais.

Sim, eu tento e erro todos os dias (com certeza). Mas, é inegável a gama de paciência que é preciso para ser pai/mãe hoje e, acredito que nesse quesito já subi de nível, no ranking, ganhei pontos, seja lá que mérito se ganha por isso. 

Crianças são imediatistas, fato! Não podemos piorar isso. Crianças são crianças e, não podemos "matar" a infância delas. Crianças serão sempre crianças, as possibilidades para elas descobrirem o mundo quem dá somos nós!

Aos meus pensadores e pensadoras fofic@s, uma linda noite de sexta!!

Lembrando que #amoceistudo rs.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O orgulho é teu...guarda pra você!


Hoje vamos de frases prontas. Isso mesmo!! Além de eu estar cansada, de ter pernilongos me jantando aqui, e de eu estar ansiosa - isso normalmente gera textos imensos - está tarde demais pra escrever, mas nunca para refletir um pouco. Como faz um tempo já que descobri que sou muito mais teimosa e "áspera", do que orgulhosa, gostaria que as pessoas avaliassem melhor esse sentimento, que é tão, tão, tão ruim!! 

Pois é! Aí a pessoa deixa de falar, faz (ló) doce, não te olha na cara....ai ai ai.

Verdade!! As gentes - todas elas - perdem excelentes oportunidades. Perdem até a chance de receber sorriso gratuito de criança.... (grande pena!!) 

Pessoa lá, se achando com a mente de cristal lapidado e, mete o sentimento de orgulho na vida. Emburrece e nem percebe. Essa é a capacidade aterrorizante do orgulho....nem percebe!!

Ah sim!! Tem que deixar de achar que o outro é que é a pedra no seu sapato. Antes disso, tem que saber se não é o contrário, ou, se o orgulho já não te transformou num paralelepípedo grande e pesado (tipo estorvo!!)

Aprende aí!!!

Avalie bem. O primeiro é uma briga de vaidades e, o segundo vai atrás daquilo que é justo e correto para todos.

Boa noite amiguinhos! Menos "orgulho mal" e mais "orgulho bom" pra todos.

Pra quem vem aqui ler.....#amoceistudo

rsrsrsrs

domingo, 2 de abril de 2017

Sobre refletir, deixar pra lá e, manter a coluna saudável!!

Hoje serei breve!

Vamos imaginar uma situação hipotética em que eu não goste de alguém. Eu, professora, mãe, espírita, praticante de yoga (e crente dessa filosofia), mas que não tenho "sangue de barata", não gosto de uma determinada pessoa! Bom, eu posso detestar, odiar, ou qualquer outro verbo que traduza uma reação de oposição a essa pessoa e, viver alimentando isso (obs. dentro de mim!!). Eu - hipoteticamente - vou manifestando dentro de mim essa raiva, que me gera angústia, certo desprazer, chateação, até que fico doente....e, doente e, doente. Aí, vale a pena pensar um pouco, para dar sequência e nutrir esse sentimento, se assim eu quiser; seria interessante e importante saber: 

* por que eu não gosto dessa pessoa? 
* o motivo é fidedigno? 
* ele existiu e faz sentido? 
* há de fato um motivo, ou foi uma tempestade? 
* faz tempo que eu venho nutrindo esse sentimento? 
* é recíproco?

Claro que posso responder a todas essas perguntas sem nenhuma reflexão e, ainda achar que essa pessoa deveria mudar de planeta. Então, se eu respondi a todas essas perguntas, ou, melhor ainda, se você que está lendo se vê nessa situação e, respondeu a todas essas perguntas, refletindo profundamente sobre elas, encontrando respostas inteligentes e adequadas e, mesmo assim prefere continuar nutrindo o referido sentimento "ruim", talvez você devesse falar menos o que os outros devem fazer e agir mais sobre o que deve fazer em sua vida!!

Querido leitor....acredito que a vida nos dá muitas chances de aprender com nossos sentimentos, tanto os bons, quanto os não tão bons e os essencialmente ruins. E, ela também nos dá muitas chances de fazer as coisas diferentes. Podemos multiplicar alegrias e dividir tristezas. Pessoas existem para receber nossos afetos e, também, nossos abraços cansados. Pessoas existem para aprender sobre pessoas! Mas, se ainda assim, for uma opção alimentar angústias, passados descabidos, raiva e mágoas antigas; só pode ser sinal que ainda é necessário tempo para aprender mais sobre amadurecimento emocional e espiritual, superioridade no trato de problemas, entendimento para aceitar algumas coisas, profissionalismo para lidar com determinadas situações e pessoas, entre outras condições que podem fazer com que uma certa angústia vire um: "é um prazer ver você aqui". Alguns de nós preferem, sem dúvida, não tentar nenhum tipo de reflexão, e, aprender na dor....

A minha dica de hoje, então, é: reflita mais sobre tudo o que anda compartilhando. A vida é curta pra eu falar demais e fazer de menos! E, a outra dica é assa aí na imagem: 

Agora saindo dessa situação hipotética, na minha vida real, é claro que tem gente no meu pequeno universo de gentes que conheço e gosto mais, e outras menos, e, gente que tenho mais afinidade e outras nem tanto, gente que tem gostos parecidos com os meus, outros opostos, gente que acho mais profissional, gente que menos, gente que já me elogiou, gente que já falou mal de mim pelas costas, gente que fez coisas que não gostei (e gente que ainda faz), enfim, um universo de gentes. E, sabe o que aprendo todos os dias - e tento por em prática-  com todas essas gentes? Que bom mesmo é colocar um bom tanto dentro do coração, outras ali do lado, mas não dentro e ir observando se merecem espaço e, outras deixo mesmo pra fora e o tempo se encarregará de me fazer esquecer delas. Como eu disse, a vida é curta demais pra eu enfiar em meu coração gente que vai entortar minha coluna!!!

Bjos amigos leitores fofos da minha vida!!!!!!!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Abraçar o mundo X abraçar o "nosso" mundo e, o mal julgamento das pessoas

Descobri recentemente que, há uma grande e larga diferença entre, abraçar o mundo e, abraçar o "nosso" mundo. Acho que muitas vezes já tentei abraçar o mundo e, ainda dar sequência nos dizeres populares - abraçar o mundo e dar tchauzinho. Mas, hoje não, hoje eu abraço, com algum custo, só o "meu" e, abraço apertado, com força!

Sabe, sempre me considerei uma pessoa cheia de 'coisas a fazer'. Criava coisas quando não tinha nada para ser feito. Fora todas as atividades 'normais' que todas as crianças normalmente fazem (ou faziam), eu ainda era atleta; costurei e vendi lacinhos de cabelo na confecção de uma tia; passava horas na casa de outra tia paparicando uma prima (que pasmem, já vai ser mãe!); confeccionei colares, pulseiras e brincos de missangas; construí pipas; escrevi diário (e ainda criei o meu próprio alfabeto de sinais para ninguém saber o que eu tinha escrito); montei quebra-cabeças; ajudei meus pais a silkar camisetas em muitas eleições; distribuí santinhos em residências; escrevi MUITAS cartas; viajei bastante; e, por aí vai....sempre coisando...rs.

Como se não bastasse, já adulta, formada e empregada, eu ainda achava tempo para ter mais um emprego, ou para fazer mais um curso, ou para viajar um pouquinho rapidinho até ali em SP, ou para cursar uma segunda graduação! De 2005 até a Alice nascer em 2013, eu tinha manhãs, tardes e noites preenchidas. As vezes uma folga num período, outra noutro dia, mas sempre cheia de coisas. Fins de semana também....coisa aqui, ali e, nas folgas dava uma voltona de bike em algum lugar, ou visitava o namorado. Porque claro, namorar o vizinho jamais seria suficiente para mim. O namorado (que virou marido) morava numa cidade, a família dele em outra, e a gente viajando!! Então, a agenda vivia cheia e o namorado longe, pra dificultar ou, facilitar, dependendo do ponto de vista....rsrs.

Vida louca vida....

E, por muito tempo abracei coisas! Sabia das minhas coisas e das coisas dos outros e, não esquecia um compromisso. Eu me sentia bem em fazer um monte de coisas e, tentar entender um monte de situações e, estar em um monte de lugares. Mas essas muitas coisas foram sendo substituídas por outras muitas coisas!

Em 2012 mudei e casei...
Em 2013 veio a Alice...
Em 2014 veio a Reforma (já mencionada)...
Em 2015 veio o fim da reforma...
Em 2016 veio a Laura e, na sequência a chuva (que estragou a reforma)...
Em 2017 foi o Di...e vem ainda o fim da re-reforma, etapas finais de um processo seletivo e, próteses mamárias novas...

Cara, mewo, poxa, nossa, nosinhora e todas as palavras possíveis com exclamação na frente....as substituições foram tão grandes e, hoje ainda tenho tanta coisa para fazer, que mal dou conta de apertar os dedinhos lá no final do abraço.

E hoje, abraço somente o "meu" pequeno mundo, o "meu" singelo universo de gentes e coisas. Só que, constantemente as pessoas confundem esse tipo de abraço, com abraçar o mundo e fazem julgamentos indevidos sobre a vidas e situações que nem lhes dizem respeito. 

Imaginem só! Tenho - dentre a minha lista de 'tarefas cotidianas' - duas filhas, uma cachorra, uma casa, um emprego, um marido (esporádico...rs), minha família querida e meus amigos, além das situações aleatórias. Me respondam, sinceramente, como eu ia dar conta de querer abraçar o mundo, se meus braços estão super apertados abraçando "meu próprio" mundo aqui?

Agora, vou dizer onde as pessoas normalmente fazem confusão: eu abraço "meu" mundo, como diria uma colega da empresa, com DEDICAÇÃO. Quando a gente se dedica, geralmente se doa, e, às vezes, cometemos os excessos. Estou cansada, a flor da pele (já mencionado no blog!) e, por vezes quero chorar, mas o "meu" mundo eu vou abraçar direito. Minhas filhas terão toda minha atenção e participação na vida delas; minha casa estará sempre bem cuidada porque eu gosto dela assim; meu marido terá sempre meu apoio, porque ele também me apoia; meus alunos terão sempre o melhor que eu puder oferecer a eles (sem corpo mole); para minha família e amigos estarei sempre disponível quando eu puder ajudar; e a Hannah, bom, pra ela só preciso contratar um personal dog para passeios que fica tudo certo (rs).

Então, esclarecendo que, estou abraçando o "meu" mundo....e, essa é a proposta! Mas, se quiser, aceito uma mãozinha solidária, um bracinho aqui, outro ali....se não, abrace "seu" mundo e seja feliz!!!!

Beijos aos pensadores noturnos dedicados....rs.

sábado, 4 de março de 2017

Mães são anjos e, muitos filhos também!!


Precisava escrever.....

E, a pergunta que dói meu peito há 3 dias é: como se perde alguém?

Acho que como "ganhar", normalmente, a gente sabe. 

Quando um bebê - esperado e desejado - pela sua família vem ao mundo, ele literalmente torna-se um presente. Talvez até por isso as pessoas costumeiramente dizem: quando você vai GANHAR nenê? Independente da gestação, do formato do parto e do comportamento da criança no início, as mães - de cara - enfrentam todas as dificuldades pelo presente que acabam de ganhar e estão levando para casa. E, vamos combinar, gestação, por melhor que ela seja, cansa!! Todas aquelas transformações na vida, no corpo, visitas ao médico, exames, a barriga que nunca mais para de crescer e, isso sem mencionar as pessoas que passam mal ou precisam de repouso, a ansiedade, etc. Realmente uma loucura e, a gente passa. Passa e muitas vezes passa de novo e passa e passa. Acho que o mantra mais conveniente para todas as mães quando engravidam é esse mesmo - vai passar! 

Aí, passa a fase da barriga, passa a fase de dormir pouco, passa a fase do leite exclusivo, passa a fase de o seu filho ser exclusivamente seu, passa a fase da fralda, passa a ir para a escola, passa a ser mais do mundo do que seu e,....as fases vão passando. E, acho que muitas de nós enfrentam todas essas passagens com muito cansaço, mas também com uma alegria que não tem medida, que não cabe no peito, que faz parte do ser mãe. Claro que, não estou generalizando e nem tenho essa pretensão, pois nem todas as mães constroem esse vínculo com a criança, ou desejam, sendo casos de mulheres que têm filhos, mas não são mães PONTO. Mas, vou me focar nas mães que desejam a maternidade. 

Acho que enfrentamos com tanta força tantas situações que, nem nos damos conta do tamanho da nossa força. A gente se desdobra tanto para ver sorrisos, para curar choros, para juntar e separar tantas vontades na mesma casa, na mesma sala de tv ou de jantar que, sem perceber, muitas vezes, estamos fazendo as mesmas coisas que nossas mães faziam pra nós e, que as mães delas (nossas avós) faziam para elas e, por aí vai na ancestralidade de nossas famílias. 

Mãe tem esse dom....de ser pilar, de ser o porto seguro, de ser a diretora dos filmes de nossas vidas. 

Mas e, quando a gente perde! E, quando uma mãe perde um filho? Caramba, eu nem consigo me imaginar diante de uma situação dessa, por isso estou me doendo tanto. Quando a gente fica sabendo de morte, SEMPRE É DESAGRADÁVEL. Na hora pensamos em que fica, na família que fica com a dor. Não somos preparados para perder, NINGUÉM! Já perdi pessoas, inclusive que amava muito, e nunca foi fácil, mas um filho, parece contra a regra natural de existência e, nesse sentido, infinitamente mais doloroso. 

Recentemente uma conhecida perdeu o bebe logo após o parto (sem motivo aparente). Pensei muito nessa mãe voltando para casa sem sua tão esperada filha. Há uns dias fiquei sabendo de outra mãezinha que perdeu sua filhinha ainda dentro do útero, também sem motivo aparente. Chorei!! A impressão que me dá é que aquele pilar central da casa estremece, se abala, a ponto de quase cair.

A mãe se prepara muito para abraçar, cuidar, dar amor e carinho e, de repente, isso lhe é tirado com tanta força que eu não consigo mensurar a dor delas. Queria eu, poder abraça-las e tentar amenizar a dor de ambas, mas isso não é possível, somente o tempo poderá fazer isso por elas. De qualquer forma, acho que temos missões a serem cumpridas em nosso plano na terra e, passamos por situações difíceis, umas pessoas mais outras menos, justamente porque nossos planos são diferentes entre si. Essas mamães e suas filhinhas tinham seus planos e, uma coisa eu tenho certeza absoluta....as duas foram muito amadas desde que as mamães receberam as notícias de suas gestações. Aquele amor que não se mede e que não cabe na gente, começa, mesmo que a gente não sinta com tanta força, quando lemos: POSITIVO!

Nunca vai haver uma forma de se perder alguém sem sentir dor. O ser humano não foi preparado para perder aqueles que ama. As adaptações serão diferentes, a assimilação cotidiana também e, cada pessoa vai entender a perda de uma forma. Em algum momento o luto vira saudade, lembrança...e vai doer um pouquinho menos. Mas, que o "papai do céu" podia inventar um jeito de não fazer as mamães perderem tão repentinamente seus filhinhos....ahhh isso podia viu!!?? Desejo a todas as mães que, infelizmente, passaram por isso, um grande abraço solidário e, apesar de nunca chegar nem perto de entender a dor de vocês, compartilho um pouquinho dela.

Um grande abraço aos pensadores desta noite e, especialmente para as mamães! 

Beijo.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Das intensidades e "impermanências" da vida

Saiba aproveitar, antes que não possa mais!!

Já aviso, pensei e senti coisa demais num texto só!!!

Das intensidades que a vida me proporciona, e, olha que são muitas, tem umas que sinto muito mais que outras...e olha que estou me referindo apenas às intensidades!! Também tenho um amigo que usa o termo "impermanência" e, claro, ele entende, tenho certeza absoluta, esse termo de uma forma totalmente diferente de mim. Se eu juntar intensidade com impermanência, é o que está tendo ultimamente. Tudo muito profundo e mudando num estalar de dedos. Não aproveita uma situação direito e ja vem novidade!! Sem mencionar dor - essa que tem sido uma das permanências dos meus dias - eu tenho sentido com tanta frequência, mas diante de tantas coisas, ela vai ficando de lado, esqjecida, tão sutil e suportável que passa batido as vezes (porque tem que.....).

Esses dias, pensando em tudo o que tem acontecido e, conversando com uma pessoa que eu conhecia (e ainda conheço) somente de vista, pela primeira vez, num lugar qualquer, concluímos que, as pessoas não sabem nada de nossas vidas (apesar de elas acharem que sim!). É engraçado notar isso, pois a gente sabe - daquelas pessoas que conhecemos pouco - o que contam pra gente, o que ouvimos por aí e, o que vemos nas redes sociais. E, de fato isso faz com que as conclusões nos pareçam verdades. Nossa, e como tem gente por aí achando que por aqui está tudo as mil maravilhas!!

Bom, aqui não "deu ruim", e, estamos longe disso. Também não está às mil maravilhas. Como eu mencionei na postagem anterior - universo conspirando no meio!! Está ok assim, vamos errar, bater as cabeças até que seja possível dar um tapinha nas costas e dizer, que bom que não houve arrependimento e, que valeu a pena!

Mas sabe o que não vale a pena? Não vale a pena dividir com os outros o que não é dos outros!! Outros no sentido literal do termo. E, de OUTROS nossa vida está cheia (percebam!!). Tem que dividir com quem está a fim de ouvir, dar apoio e participar - das partes boas e das ruins também. Porque fazer festa é fácil, difícil é enfrentar problema junto, enfrentar a vida, enfrentar as realidades.... Para quem está junto, eu tenho dentro do meu coração, que são anjos que o destino nos reserva e, (percebam de novo) estes são bem poucos. Aqui, conto nos dedos!!

Por aqui os dias têm exigido bastante de mim...e, as noites também, rs. Tem dias que os aspectos físicos, intelectuais e emocionais do meu ser esgotam de tal forma que, somente mais esforços para eu parar em pé. Por vezes, esses esforços estão além daquilo que acho que consigo realizar (eu já mencionei antes!). Penso que, individualmente o esforço tem que suprir as expectativas e, tenho seguido nessa linha. Com um casal acredito que os esforços têm que ser mútuos, e, temos tentado! Numa família tem que acontecer como uma rede e, agradeço a rede de esforços local para que tudo funcione, minimamente bem.....e, por aí vai. E, acho que olhar para o próprio umbigo, nunca será esforço algum (geralmente quem faz isso, ou não chega muito longe, ou vai longe no pêlo do "s@c*" de alguém!). Também, independente dos meus esforços, serei cobrada pelas minhas falhas e, isso é sempre massante. Mas, tenho que partir de algum lugar, tenho que tentar sempre o auto reconhecimento. E, aqui, somos (ele e eu) especialmente capazes, organizados, sonhadores e vislumbramos tudo isso para chegar até aqui.

E, sabe o que mais eu acho hoje? Que a vida é assim mesmo, intensa, impermanente, mas só para quem vive aquilo que acredita e, se arrisca a viver corretamente - já que ser louco e errado hoje é mais que normal (e não devia!!). A minha vida, que muita gente desconhece e, acha que sabe muito, tem altos, baixos, apertos, trancos, barrancos e também, brisa, ar fresco, calmaria, reflexão, carinho..... Graças a essa montanha russa, por incrível que pareça, consigo ter mais discernimento! São nessas horas que conheço, reconheço e enxero quem é, quem é mais ou menos, quem não é e quem nunca será! E, tenho o péssimo hábito (ou dom, depende do ponto de vista, rsrs - sarcástica!) de retirar do meu caminho, do meu coração, as situações e as pessoas que me desagradam. Tenho feito isso com as dificuldades, com as depressões, com a saudade (quando ela é ruim comigo) e, faço sem problema com as pessoas. 

Hoje, eu sei do que e de quem eu preciso; sei com o que e, com quem posso contar, pra onde e de que forma quero tentar chegar......o que vem e vai, que está além disso, ou é lucro ou é resto. E, resto aqui, não jogo nem pra Hannah!!

Beijos aos pensadores de plantão e, guardem essa frase: "Escolher é divino"!!

Boa noite!!


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Me sentindo....no looping!!

Sabe quando a gente se sente fraco? Indisponível? Incapaz? Praticamente impotente? definitivamente não sou eu nas últimas semanas!!

Eu até penso, não vou mentir! Penso, às vezes, que não vou conseguir, não vou dar conta da demanda, que vou pirar.... 

A minha (nossa) vida deu um looping e, outras situações paralelas, apenas acumulam anseios, desgastes físicos e emocionais, desentendimentos .... às vezes as tomadas de filmes diários apresentam cenas bem complexas da vida.

Me dei conta hoje, na verdade esses dias, que, tem TANTA COISA ACONTECENDO AO MESMO TEMPO, que uma a mais ou uma a menos, seja boa ou ruim, vai apenas entrar no bolo. Parece exagero, mas não é. Quando você se dá conta que vai passar por mais reformas (as quase ultimas, espero), em pleno Carnaval; percebe que já não tem tanta importância a folga do feriado, quer somente que acabe a reforma! Aí, se dá conta, que não fez questão alguma, de escolher algum dia de folga específico no carnaval, dentro da sua escala de trabalho; porque folgar ou não, no meio da loucura, quase não faz diferença. Além disso, as situações que deveriam provocar ansiedade, são as que menos têm gerado desconfortos diários, ainda bem, pra dar equilíbrio. 

Ahhhh dias, vocês estão duros ás vezes, sabiam?

Tem horas que estou tão cansada, que procuro algo pra me animar, para não cair na besteira de me deprimir. Vida de mãe que trabalha e, tem casa e filhos para cuidar é, de fato, uma loucura (ás vezes loucura boa), mas bem exaustivo. Ter uma rotina já é complicado....ter três então, nem me fale.

A vida mudou - mudou para melhor, assim esperamos - só falta adaptar! Adaptação é lenta e ás vezes difícil. Choramos!! As vezes choramos as três, e até os quatro (aposto). Mas, tudo vai passar....

Como eu disse para uma amiga essa semana, e, depois para o Di, o universo tem conspirado, na média, no meio....nem a favor, nem contra (AINDA BEM). O meio, apesar de não ser a condição ideal, também não é a pior. Melhor que conspire no meio, do que contra. 

Ás vezes, vem um vento com algo ruim, mas esse vento mesmo leva embora e trás coisas boas. E, sabe, ás coisas boas têm chegado, sem dúvida - é cada sorriso e cada abraço que eu ganho de manhã, que ás vezes até eu fico pasma o quanto isso me recarrega! Mas, chegam também os questionamentos, ás dúvidas, as inseguranças.....

Tudo vai se ajeitar, claro! Meu otimismo, ainda bem, está apitando verde lá no alto. Vou ficar bem cansada, muitas vezes, talvez. Tem horas que vou querer estar invisível e, muitas outras indisponível. E, bem provável que eu vá querer pegar a bike e fugir em alguma hora louca aí.....mas, estou trabalhando nisso, estou exercitando minha paciência, elevando minha esperança de dias bons quase todos os dias....isso já garante boa parte do processo. E, eu sei que vai dar TUDO certo.

A saudade está estampada pelas caras, bocas, falas e pensamentos. Na cama e no rosto de 4 anos (especialmente). Mas, a gente sabe, a gente quer, a gente espera, desde o fundo até a parte mais sensível da pele, que amanhã o dia seja, apenas, MELHOR QUE HOJE!!

Boa noite amigos e pensadores noturnos..... 
Ahhhh, e, quem quiser me fazer convite de Carnaval....tô aceitando!!....eu e, o Di.....rs
Beijos em seus Corações....
  

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Vivendo: um mês em uma semana!


Não que eu esteja inspirada, realmente não estou!! Mas passei por sete dias tão intensos que acho que vale a pena escrever um pouco sobre essas sensações.

Alguns parágrafos soltos (desta vez) devem dar conta dessas sensações e, ainda, abraçar algumas situações....

Ahhhhh, o mar! Como eu gosto de estar perto dele.... Apesar de não me sentir a vontade dentro dele, a sensação de estar perto já me basta. Com a família então, melhor ainda. E, curtindo uma nostalgia do fim dos anos 90, uau, como foi bom!! Não dá pra mentir: viajar com criança e, com família e todo mundo gostando de coisas diferentes dá canseira, mas nada que não possa ser esquecido quando vem a maresia e você lembra: "poxa, estou perto do mar, que delícia!!" Além disso, já percebi que, por mais que as vezes as mães pensam em fugir pra sempre dos filhos (rsrsrs), estar com elas em qualquer lugar já me deixa imensamente feliz. Cansou, mas valeu a pena e, eu iria de novo...amanhã!!

Aí, você se dá uma folga (merecida, diga-se de passagem), o universo conspira a seu favor e, resolve dar também um emprego novo para seu marido. Nosinhoraaaaaa! Como eu quis isso, como eu esperei por isso, como sonhei com isso. Explodi por dentro. E, literalmente explodi em satisfação, orgulho e alegria. Tanto que, acho que me entupi disso tudo e não me dei conta do principal: é em outra cidade!!! Uma hora tinha que voltar pra realidade e refletir: "ok! Emprego novo, vida nova, cidade nova e, saudade pra abraçar a noite!". A ficha caiu metade do percurso dela alguns dias depois e, pra variar, choro!! E, vai ser isso.....MUDANÇA! E, quem disser que mudança não gera desconforto, talvez nunca tenha passado por uma grande mudança. Nós vamos passar e, vai dar certo!!

E, você vive normalmente e da melhor forma possível sua vida profissional, com seu emprego e tal, suas tarefas e função, que nem se dá conta da ausência de algumas pessoas no ambiente de trabalho. E, se isso acontece, é porque não lhe faz falta alguma e, talvez você não faça falta alguma na vida dessas pessoas....ou seja, é recíproco, isso é notável e, isso acontece com todo mundo em todos os empregos do universo!!! O que eu não faço questão é, de fazer de conta que gosto de alguém que não faz diferença em minha vida e, detesto gente(s) que faz de conta que se importa comigo quando na verdade....não! Então, que sirva de direta: vai pra pqp! Amanhã eu pretendo estar aqui com a mesma eficiência e consciência profissional....VOCÊ(s)....bahhhh! Aqui cabe muito bem um #prontofalei kkkkkkkk

Minhas filhas. Caramba!! Quando nessa vida eu imaginei que diria isso "minhas filhas". NEVER! Mas hoje digo, e todos os dias e com muita frequência. Afinal, elas são minha vida, minha motivação, mas também o melhor e o pior de mim (tudo embutido em dois corpos pequenininhos, um de 1 ano e outro de 4). Alice, minha princesa falante e questionadora - olho pra ela fazendo teimosia e ME VEJO! Aff, g-zuis. Na maioria das vezes não dá trabalho, mas quando vamos questionar algo ou mudar a zona de conforto, a criança se transforma: faz careta, fala mais e chora, aí os pais olham e pensam: "o que eu fiz de errado?". Nada não, é fase (e, as vezes acho que ela está passando pelo "terrible four"....kkkkk). Laura, meu monstrinho genioso. Essa está de parabéns viu!? Mas, como eu digo sempre e repito, ela só me dá canseira - graças a Deus - pra mim e pra todo mundo que conhece ela....Não é a toa que fazemos revezamento......kkkkk. A bichinha é brava, insistente (pra não falar teimosa) e, adivinha? Olho para ela e vejo tudo aquilo que minha mãe um dia rogou de praga em mim. Sabe aquelas coisas que mãe fala: "um dia você vai ter um filho e, igual a você, vai ver!". Tipo isso......kkkkkk.

Reforma. Essa já virou sombra minha e do'marido aqui em casa. A gente corre, corre, mas ela está sempre ali, só mudando de posição. No caso, aqui em minha humilde residência, é mudando de região do terreno. Estamos agora (AINDA), reformando o estrago das chuvas de 01/2016. E, cara, é uma merda ficar com gente e, mais gente e, mais gente....na sua casa toda hora reformando alguma coisa que está zoado. Já estou com o saco mais cheio que o do papai noel quando vai no Vila Harmonia aqui em Araraquara. PH@DA!!

Aí você ouve um dia qualquer, num lugar qualquer, de uma pessoa (literalmente) qualquer, nesta semana turbulenta que: CADA UM TEM O FILHO QUE MERECE. A frase não foi diretamente pra mim, mas eu olho com frieza para a pessoa, penso e, respiro profundamente. Dentro da minha mente passam algumas legendas: 1) Merecia ter filho, para eu poder soltar a mesma frase no futuro! ha ha. 2) Se esse filho nascesse, estaria PH@D#DO, coitado! 3) Quem não sabe o que é ser pai ou mãe, JAMAIS poderia fazer uma análise tão superficial dessa!

O cansaço. Olha, essa semana durou e voou, viu!? Teve viagem comprida pra ir e mais ainda pra voltar. Teve lanterna quebrada e caminho errado na estrada. Teve assadura e desenho animado no netflix até enjoar. Teve criança que dormiu demais e criança que dormiu de menos. Teve pernilongo e grávida enjoada. Teve cogumelo do Mário virando vida ao subir no berço e, dedo prendido na porta (nooooooooooooooossa que dor!!!!). O Jairo fez uma consulta no meio e a Bia (do Diogo e da Paolinha), nasceu antes disso. Tinha horas que passavam em segundos e teve dia que parecia uma semana. Essa semana vou guardar.....essa semana passou e, eu passei por ela: vivinha da silva e cheia de energia e experiências novas.

Cansei, chorei, fiquei brava e quis dar uns tapas, mas passou....e, é vida que segue. É gente que nasce e outras que se vão. Aprendizados compartilhados e outros guardados a 7 chaves. Humildade e egoísmo. Gente, gente(s) e muito mais gentesss e, no meio disso tudo, minha singular vida - que eu agradeço todos os dias por tê-la. 

Essa semana foi.....

E, que venham mais emoções pela frente. Quando elas surgem, temos as certezas da vida!!

Boa noite e grande beijo aos pensadores amigos de plantão.

Bora descansar e SATISFAÇÃO é o que fica!!!

domingo, 1 de janeiro de 2017

Laura, meu diamante bruto!


A Laura....

Ahhh a Laura!! Se desse pra resumir.... mas não dá!!
Desde o começo, mas desde o começo mesmo, ela me deu canseira. E, a palavra mais adequada é mesmo CANSEIRA! Não posso dizer que deu dor de cabeça e nem que realmente tenha dado trabalho, porque tem tanta criança que fica doente e os pais ficam sem chão, tem criança que não dorme, outras que não comem, enfim....outros tipos de trabalhos que os pais e a família enfrentam e nós passamos ilesos aqui em casa.

Sabe, quando a gente tem um filho só, sofre de uma síndrome: a síndrome da comparação. Os outros vivem falando o que seus filhos fizeram ou fazem e, que por sinal, é diferente do seu! Aí a gente, mãe de primeira viagem, olha o pacotinho e pensa, ou veio errado de fábrica ou o problema sou eu. Até você perceber que comparação é bobagem e, que filho é filho e, que cada um tem as suas particularidades, aprende que ser pai e mãe também tem suas particularidades e que não precisa imitar ninguém!!

Então, veio a Laura e, a comparação foi e ainda é INEVITÁVEL. Gestação turbulenta, parto aos trancos e um ano de barrancos (rsrs). Nem se trata de Alice VS Laura, mas de quem foi Alice e de quem é
Laura em 365 dias de vida. "Diferentes" é a palavra que as definem tanto quanto "irmãs". Quem conhece as duas sabe e, quem me conhece já me ouviu falar. Aí volto ao que comecei falando ali em cima: comparação! Elas são tão diferentes que as comparações aparecem com muito mais frequência, mas não achem que é pra pior.... é apenas pra reforçar que na segunda vez o cansaço foi e, está sendo bem maior, mas que o amor, só aumentou!

A Laura que ja veio numa cesárea as pressas, dava canseira pra dormir, e ainda acordava cedo. Ela deu e ainda dá mais trabalho pra tomar banho. Ela fica brava e chora aparentemente por nada. Ela come de tudo, mas quando não quer comer é um Deus nos acuda...cospe na mão e joga no chão. Ela gosta de beijar e lamber o chão  (meu pai amado e, não sei porque gosta de fazer isso!!). Ela é muito calorenta, tanto que chega a ficar fedidinha e, isso requer mais banhos e por consequência mais canseira. Ela não engatinha, ela corre com os joelhos no chão. Ela bate na irmã, quando a irmã quer ensinar a brincar "direito" com algum brinquedo e, por notivo nenhum também. Ela custou a falar mamãe, mas o Natal me trouxe isso de presente. Ela AINDA chora quando estamos fazendo a mamadeira, é a falta de paciência da mãe multiplicada N vezes  (me conhece? Imaginou essa cena da mamadeira?). Tem dias (praticamente todos) que ela não pode me ver que, adivinha? Clama pelo meu colo, como se fosse de ouro. Ela também não sabe e aparentemente não faz questão de querer saber da palavra NÃO ou da frase NÃO PODE! Ela não acorda no berço....as vezes parece que ela está virando mortal. Experimenta comer algo e não oferecer a ela! Lacinhos no cabelo, nem pensar e, assim que penteamos a jubinha ela passa a mão e bagunça tudo (as fotos mostram essa realidade rs). E, os brinquedos? G-zuis! Joga e arrasta tudo...tudo...tudo. Enfim, ela veio com tudo e mais um pouco, veio pra fazer uma bagunça total mesmo, veio para nos ensinar que as comparações com a irmã não vão torná- la melhor ou pior do que é, porque ela é assim....modelo 220w.

E, apesar de tudo isso, de toda a canseira que ela me dá, eu saio pra trabalhar e fico com saudade, eu aproveito quando ela dorme pra ficar olhando ela dormir, eu gosto de dar colo, abraço, beijo ..... porque o amor que sinto é INCOMPARÁVEL, impossível de explicar e de mensurar. Ela é meu terrorzinho, nosso "Taz Mania".

E, nesses 365 dias, nesses 12 meses, nesse primeiro ano, me ensinou muito mais sobre a paciência materna, sobre como lidar com algumas frustrações e com o cansaço. Me ensinou que minha vida estava incompleta sem ela - eu só não sabia antes. Me ensinou mais ainda o significado de PARTICULARIDADES, e, acima de tudo tentar entender as diferenças para aceita-las.

Essa é a Laura, meu diamante bruto, minha pequena e muito esperta filha mais novas, irmã da Alice, filha do papai Diego. E, ela agora começa  a caminhada para mais 365 dias de vida. E, só desejo que venham repleto de saúde, porque amor a gente dá e o trabalho fica por conta dela. E, eu? Só posso agradecer por ter sido escolhida por ela e, por todos os desafios diários que, como eu já escrevi antes, só podem fazer com que no futuro eu diga a ela: "filha, mas você me deu uma baita de uma canseira, sabia? E, mesmo assim eu te amo muito.

Parabéns filha e muitos fogos de artifícios ainda em sua vida. É o mundo comemorando sua chegada...rs.

Beijo no coração da minha princesa e de todos e todas que acompanham meus pensamentos aqui.

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