domingo, 28 de maio de 2017

Maio de reflexões no parque (rs)

Nossa, já faz um tempinho!! Pra variar a vida continuou com uns loopings, umas subidas e descidas bruscas, mas uma hora a montanha russa para né, pra outra galera entrar no brinquedo. Mês passado estava tipo, dentro do barco vicking, naquele sobe e desce. Pra mim não é tão aterrorizante quanto uma montanha com loopings, mas dá frio na barriga. Foi a vez de dar um jeito nas “amigas do peito”, as próteses mamárias (prometo, de novo, que farei uma postagem sobre isso, vale a pena compartilhar) e, deu tudo certo, estamos “todas” bem eu e, minhas “novas amigas”. Movimentos quase no 100%....

Agora eeeesse mês.... Ai ai, esse mês de Maio!!
Acho que depois de tantas voltas na montanha russa e, pular pro barco vicking sem descansar, pude sair desses brinquedos e contemplar o restante do parque de diversões com uma certa calma. Foi um mês particularmente longo, cheio de coisas, mas situações mais amenas que as dos meses anteriores. Foi um mês cheio de aprendizado e, de um “olhar pra dentro muito mais profundo”.

No meu parque, tem as meninas, claro:
Neste mês intensificamos os cuidados com as alergias da Alice e, ela tem respondido bem. Também estive na escola da Laura (chamada pela direção por conta do SEGUNDO atraso na entrada) para “justificar” que eu sei exatamente qual é o meu papel de mãe e, que eu executo e me realizo nele, ou seja, não deveria ter sido chamada ali! Também expliquei que não é uma troca de favores, mas a realização de funções: eu cuido, a escola cuida, cada uma dentro das suas obrigações e regras estabelecidas. E, diga-se de passagem, sei que faço minha parte!! Mais uma vez, eu não deveria estar ali. Entendidos, as relações entre as partes “voltaram ao normal”. Tenho a impressão que as pessoas acham que eu não preciso da creche, que meu pai pode ficar com ela enquanto trabalho, ou, que tenho menos direito já que a Alice estuda numa escola paga, enfim....alguns olhares de julgamentos cessaram e logo a Laura vai para a escola da irmã. Mês das Mães, nada melhor que mostrar para as pessoas qual é sua contribuição no universo....rs.

No meu parque tem o Di:
Mudado, literalmente! Mudou de emprego, mudou as funções de trabalho e suas relações, mudou de casa e, ainda neste mês mudou de bloco de apartamento....rs. Muitas mudanças e, eu acompanho com o maior apoio que eu posso dar. As vezes estou cansada e, não consigo dar tanto carinho quanto gostaria, mas as adaptações fazem parte das mudanças e, logo estaremos menos cansados, mais dispostos e, as mudanças já não serão mais mudanças. É tipo quando a gente sai da montanha russa e vai para o carrossel, ele sobe e desce, mas com muito mais estabilidade....rs.
No meu parque tem minha família:
Só posso dizer: OBRIGADA! Obrigada por estarem na montanha russa comigo em todas as voltas incessantes até agora e, em todos os loopings, inclusive quando o brinquedo resolveu parar de ponta cabeça e eu achei que ficaríamos presos ali por muito tempo..... Às vezes, nem é legal ir ao parque de diversões e entrar num brinquedo sem ter vontade, mas vocês são espetaculares e sabem disso. Obrigada!

No meu parque tem amigos:
Que mês cheio de amigos. Falei e, quase pude ver, a maioria dos meus poucos e maravilhosos amigos. Também pude experimentar as felicidades de alguns e as angústias de outros e, fiz o que poderia ter feito: ouvi, falei, mandei energias e bons pensamentos, chorei (mesmo de longe), tentei me colocar no lugar para tentar entender....acho que isso faz parte de ter pessoas especiais e, cultivá-las. Quando precisar dizer....dizer, quando precisar ouvir....ouvir e, quando precisar não dizer e nem ouvir, entender!!

No meu parque tem trabalho:
As pessoas que me conhecem bem sabem que gosto muito do que faço e, que faço sempre com empenho e carinho. Sou organizada, atenta às questões que permeiam meu trabalho e tento sempre me colocar no lugar daquele que vem fazer qualquer tipo de aula comigo. Acho que era um bom momento para as coisas darem “mais” certo (no trabalho). No início do mês participei de um evento de Ginástica no Sesc São Carlos por indicação do gerente adjunto de Araraquara, o Rafa, que mencionou meu nome para a participação do mesmo. Foi importante o convite, pois, mostra que o trabalho está de acordo com as expectativas e, que as pessoas percebem isso [CLARO QUE ISSO NÃO É REGRA E, MUITAS VEZES QUEM DEVERIA NOS TECER OS DEVIDOS ELOGIOS NÃO O FAZ!!] Bom, eu realizei lá uma oficina de Ginástica para professores (e gostei do que fiz!), participei de uma vivência (e a Alice também), estive na apresentação de atletas de GA e, o Rafael (estagiário) acompanhou o grupo de Idosos para apresentar GPT no evento. Foi um dia extremamente agradável (apesar da recuperação cirúrgica). Minha família esteve lá para contemplar e, minha grande amiga Re foi me dar o abraço do mês. Que dia radiante!!
Hoje, quase fim do mês, estou voltando do Sesc Sorocaba onde fui fazer uma vivência da Ashtanga Sadhana no evento de Práticas Corporais em que o tema silêncio era o grande norteador. “Como assim Eu e Silêncio?” Pensei e não entendi quando fui convidada...rs. Perguntei ao meu lindo amigo Daniel (que me fez o convite), porque eu? Rsrsrs. Claro que ele não tinha resposta para isso. Na verdade, quem teve que encontrar a resposta fui eu mesma. Pesquisei, li e reli sobre o silêncio e, fui percebendo durante minhas leituras, e, nas vésperas da vivencia, também, no decorrer do evento que o silêncio estava dentro de mim e, somente eu poderia encontrá-lo. Minha aula teve “barulho” (aula em dupla, em roda, tem sempre uma produção extra e gostosa de sons), mas esse era o propósito: mostrar que apesar dos barulhos do dia-a-dia, podemos voltar a calma; que os dias mais agitados podem terminar com uma boa pitada de paz; e, que o silêncio não faria tanto sentido e teria tanta importância, se não experimentássemos o seu oposto. A experiência do convite, do estudo, da prática e, especialmente das TROCAS foi, sem sombra de dúvidas, sensacional!!
Me sinto extremamente grata por esse mês trabalhoso!!!

Também tem casa em reforma no meu parque:
Pintamos! Enfim, as coisas vão sendo finalizadas e, logo acabam. A reforma interminável, que causou reforma de dentro pra fora, de fora pra dentro, reforma mental, emocional e espiritual, vai terminando e fica disso, TODO o aprendizado.

No parque da minha vida tem EU mesma:
O passeio pelo parque permitiu grandes experiências neste lindo mês de Maio. Ganhos são sempre ganhos e, quando ganhamos em alegria e experiência, o valor do ganho dobra! Foi um mês de muita reflexão, de desatar alguns nós e “tentar” desatar outros. O mês ainda não acabou, mas eu já acho que ele valeu super a pena. Se pude minimamente ensinar ou transmitir algo a alguém, que tenha sido bom, porque eu aprendi e recebi muito!! Obrigada universo por ter me dado uma trégua e ter sido tão favorável ao meu crescimento pessoal.....

Aos amigux@s de plantão um grande beijo de boa  noite

NAMASTÊ!!



sexta-feira, 14 de abril de 2017

Crianças imediatistas X Adultos impacientes

Hoje poderia falar um pouco (ou muito) da minha experiência com minhas amigas do peito: as próteses mamárias!! Só que não, conto essa história outra hora. Mas, devo compartilhar com quem não sabe e, com quem nem percebeu (rs), que precisei trocar as velhas amigas por novas e isso está relacionado com o que vou pensar com vocês aqui hoje.... Ah, e o título é generalista demais, mas não consegui pensar em nada melhor 😓😔.....

Crianças!! Ahhhh que maravilhoso viver rodeado delas (ou não, tem quem não liga e quem não goste, respeitemos!). Eu, sempre gostei e, acredito que sempre fui paciente com a maioria delas. Mas, é incrível como as pessoas reclamam das crianças, até mesmo aquelas que gostam. 

Semana passada li um texto em que o autor falava exatamente disso, que a paciência dos adultos com as crianças diminui proporcionalmente ao aumento do consumo de eletroportáteis, acesso a wi-fi e aquisição de aplicativos para todos os gostos. E, como isso é real sabia?? Os celulares e tablets viram praticamente um "cala-boca" para uma criança no banco de trás do carro, em um restaurante, na sala de casa, nas horas de refeição. 

Esse texto trazia a tona a questão do "esperar". Discutia que as crianças não sabem esperar, mas porque nós não sabemos fazê-las esperar. Realmente! Nós adultos (hoje), não temos paciência e, acalmamos nossas crianças com joguinhos, doces e possíveis presentes. Não damos palmadas na bunda, mas criamos crianças mimadas, birrentas que sabem exatamente que não precisam esperar.

Nesses dias de "repouso" - sem poder dar colo, sem poder fazer muito, tendo que ficar sob cuidados dos meus pais, enfim, sendo uma mãe mais passiva - me peguei pensando na minha atuação como mãe; se tenho cumprido com aquilo que acredito; se estou tendo paciência com minhas filhas; se tenho feito elas "esperarem"! E, cheguei a conclusão que, eu TENTO, todos os dias.... Acho que às vezes não consigo, às vezes falho, mas todos os dias eu tento. E, não é um "tentar" na teoria não, quem me conhece bem, sabe que é na prática mesmo!!

Eu tento......e como!!! Todos os dias a Alice não pede meu celular para "brincar"! A Laura, que está falando "alulai" (celular), pega ele, se estiver ao alcance dela, e me dá falando "mamãe" (indicando que é meu). Todos os dias eu divido os programas de TV em primeiro e segundo tempo - um pouco de musica e um pouco de desenho, um contempla uma e o outro contempla a outra e, canto, danço, falo com os personagens do desenho. Todos os dias que acessamos netflix assistimos desenhos diferentes. Todos os dias que a Alice faz "atividade" (geralmente desenho, pintura e colagem), eu faço com ela e estimulo alguma coisa diferente. Todos os dias ouço que a Laura é "do piru" e, todos os dias eu falo, "é sim, é criança e, saudável!". Todos os dias eu restrinjo a quantidade de doce que elas irão consumir (especialmente a Alice) e, exijo que comam fruta. Todos os dias a Alice pede um "docinho"; um "docinho" que é geralmente menor que o diminutivo da palavra e, às vezes ela não ganha! Todos os dias temos uma rotina e, normalmente a seguimos (com eficiência). Todos os dias a Alice inventa que não gosta de alguma coisa do prato e, todos os dias eu estimulo ela a comer exatamente o que ela precisa experimentar. Muitas coisas acontecem conosco todos os dias.....Normalmente, todos os dias a Alice faz manha e todos os dias a Laura me deixa louca.....e eu? Adquiri muito mais paciência do que poderia imaginar até agora.

Me controlo para evitar qualquer tipo de excesso que possa atrapalhar no crescimento e desenvolvimento delas, sempre e TODOS OS DIAS me lembrando que elas são APENAS crianças. Tenho que ter flexibilidade o suficiente para ser dura e dureza o suficiente para ser flexível. Tem aqueles que irão ler e pensar: "pqp ela é uma carrasca e acha que isso não é excesso? Louca!". Eu digo: "crie seu filh@!!".

Já disse aqui numas postagens atrás que ouvi: "cada um tem o filho que merece!!". Na época fiquei chateada porque isso queria dizer que a Laura era "ativa demais" e, que eu merecia aquilo, como se fosse um fardo, um carma. Pensei muito sobre isso..... E, sabe, agradeço todos os dias pelas minhas duas filhas e por todas as qualidades e todos os "defeitos" que elas possuem. No futuro, quando elas forem maiores, vão ter que trabalhar com suas qualidades e defeitos, coisas da vida.... mas, por enquanto, eu sou responsável por fazê-las entender essas qualidades e defeitos com muita calma e paciência evitando rótulos, castigos descabidos, sem ser permissiva demais, ou rigorosa demais.

Sim, eu tento e erro todos os dias (com certeza). Mas, é inegável a gama de paciência que é preciso para ser pai/mãe hoje e, acredito que nesse quesito já subi de nível, no ranking, ganhei pontos, seja lá que mérito se ganha por isso. 

Crianças são imediatistas, fato! Não podemos piorar isso. Crianças são crianças e, não podemos "matar" a infância delas. Crianças serão sempre crianças, as possibilidades para elas descobrirem o mundo quem dá somos nós!

Aos meus pensadores e pensadoras fofic@s, uma linda noite de sexta!!

Lembrando que #amoceistudo rs.

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