segunda-feira, 3 de julho de 2017

Porque só as mães entenderão!

Oi querid@s!!

Bora lá para mais um pensamento novo....sqn...rsrsrs. E, acho que vai ser longo, afinal faz uma semana que estou tentando escrevê-lo.

Estava pensando muito na questão que circula blogs, vídeos do youtube e imagens em redes sociais, sobre romantizar e desromantizar a maternidade. E, já falei aqui sobre maternidade né!? Sim, algumas muitas vezes nos últimos 4 anos. Também já disse que amei (e amo) ser mãe, já contei que a Alice e a Laura são diferentes (demais), já falei dos "perrengues" que a maternidade trás, já falei que a vida muda a gente e a gente muda a vida depois que vira mãe, já disse que amei ser...ops, já disse... Bom, mas como sou mãe na maioria do tempo do meu dia, vou falar um pouco mais.

Vou falar de realidade ok; sem querer (des)romantizar nada; apenas realidade! E, minha realidade perpassa os dois extremos, acredito que, como na vida da maioria das mães. Tem dias que ser mãe é maravilhoso, mas outros nem tanto e, tem aqueles dias (poucos até) que eu gostaria de fazer uma mágica e sumir algumas horas (só umas horinhas!!).

Quando a gente vira mãe começa a entender, literalmente, o que é se anular. Todo nosso esforço vai em prol daquela coisinha pequenininha que está  (e por muito tempo estará) sob nossos cuidados. Pai "ajuda" (nem todos eu diria) mas, é diferente para os pais, sim! Porque ainda pensamos no pai que "ajuda" (tipo, a mãe teve o filho e o pai ajuda!) Que pensamento das cavernas né!? Mas, eu diria que é a maioria e, aqui não é muito diferente (e, que me perdoe o Diego se, ler essa constatação tão real). Fico louca quando me dão os parabéns ou me dizem que tenho sorte porque meu marido me ajuda. Sim, ele me ajuda e, isso não é surpreendente, pois ele APENAS, faz a função dele de pai. Então, eu não reforço essa situação de que as filhas são minhas. Mas, na atual situação de vida que nos encontramos, elas praticamente são totalmente minhas! E, são minhas 7 dias da semana, sem folga!!

Bom, mãe assume muitas coisas e é um esforço tão grande que parece que a gente, além de se anular, perde direitos. Você perde direito primeiro ao tempo. Deixamos de ter um tempo exclusivo e, pior, são as pessoas acharem que você não merece esse tempo, ou acharem que você "bateu a cabeça com força" por dizer que quer e precisa desse tempo. Nessa semana ficamos todos doentes por aqui, e, percebei que ficar doente também não é uma boa opção quando você tem um pai que "ajuda" e, não tem direito a folga (já que folga seria pedir muito para uma mãe). Minha mãe sempre dizia que mãe não pode ficar doente e, quando fica faz o maior esforço do mundo para ficar bem. Fato! Nesse momento mesmo, estou com uma gripe e dores fortes de garganta, sem poder reclamar, afinal perdi esse direito quando a Alice saiu no terceiro empurrão no parto!

Mãe não tem muito tempo para arrumações. Eu que sempre fui uma pessoa "básica", agora virei o básico do básico (pior que aquele uninho quadrado sem nada!). Essa sou eu! Um pouco por não ser muito vaidosa (desde sempre) e um pouco por achar que esse luxo vai me consumir tempo e dinheiro que posso usar com elas (sim, eu sei que estou errada!). Mas, vou à manicure a cada 15 dias, olha que luxo...rs. Minha terapeuta diz que sou tirana demais comigo mesma, eu prefiro continuar pensando que sou apenas básica; aceitar que virei mãe e, isso vai doer menos!! 

Mãe, quando não está trabalhando, está com criança. Nossa, como isso é real na minha vida!!! Apesar de ter pais que me auxiliam e por vezes as meninas dormem lá para eu poder sair e até trabalhar. É a mais pura verdade que, quando acabou o dia, você está sem energia, cansada, querendo descansar é claro, mas, tem criança pra cuidar. Aprendi a não desanimar e, me apegar nas partes boas do "mamãe" quando você chega, do beijo, do abraço, do utaaaa. É a sensação do "está ruim, mas está bom", sabe!? Pior é: a gente ter que se acostumar com isso. 

Ser mãe é um desgaste físico e emocional gigantesco. Acho que a gente já foi feita assim mesmo: para suportar. Eu duvido que meu marido e muitos pais que eu conheço suportariam da mesma forma algumas coisas pelas quais passamos e, eles nem percebem que passamos (as vezes nem perguntam!). Primeiro a notícia, depois os 9 meses e todas as particularidades que esse tempo nos oferece. Depois o pós parto....que nosinhora, que é aquilo? Ainda bem que a gente esquece e, as partes boas contribuem para esquecermos essa fase em nome de um bem maior....as experiências. Depois vem todos os cuidados e fases e cuidados e cuidados e mais cuidados....

E, sabe, as vezes a gente só precisa de cuidado especial também, mas acabamos nos esquecendo e, a sociedade na qual vivemos nos diz que não precisamos disso, afinal nós somos as cuidadoras. Passo a semana cuidando....cuidando da casa, da comida, da roupa, do mercado, das alergias, dos remédios, das agendas de cada uma e da minha (que fica em segundo plano), e sem esquecer da cachorra....dias e dias a fio cuidando.... É, é bem difícil ser mulher e mãe as vezes!!

Mas, tenho aprendido que o reconhecimento de tudo isso, vem de mim mesma. Sou uma mulher bem mais forte e imensamente mais capaz hoje. Capaz de abdicar, inclusive, de sonhos em prol de ser uma mãe que desejo para minhas filhas. Capaz de não reclamar e aceitar, pois escolhas são, escolhas. Capaz de ser superior a qualquer atitude e comentário machista e descuidado das pessoas. Capaz de ser muitas pessoas fortes em uma só! Capaz de ser mãe!!

Uma boa tarde com gripe, tosse e otite (uma coisa para cada uma de nós três)....para tod@s!! 
   

(Ps. Presente do Dia das Mães, que EU me dei!!)

domingo, 28 de maio de 2017

Maio de reflexões no parque (rs)

Nossa, já faz um tempinho!! Pra variar a vida continuou com uns loopings, umas subidas e descidas bruscas, mas uma hora a montanha russa para né, pra outra galera entrar no brinquedo. Mês passado estava tipo, dentro do barco vicking, naquele sobe e desce. Pra mim não é tão aterrorizante quanto uma montanha com loopings, mas dá frio na barriga. Foi a vez de dar um jeito nas “amigas do peito”, as próteses mamárias (prometo, de novo, que farei uma postagem sobre isso, vale a pena compartilhar) e, deu tudo certo, estamos “todas” bem eu e, minhas “novas amigas”. Movimentos quase no 100%....

Agora eeeesse mês.... Ai ai, esse mês de Maio!!
Acho que depois de tantas voltas na montanha russa e, pular pro barco vicking sem descansar, pude sair desses brinquedos e contemplar o restante do parque de diversões com uma certa calma. Foi um mês particularmente longo, cheio de coisas, mas situações mais amenas que as dos meses anteriores. Foi um mês cheio de aprendizado e, de um “olhar pra dentro muito mais profundo”.

No meu parque, tem as meninas, claro:
Neste mês intensificamos os cuidados com as alergias da Alice e, ela tem respondido bem. Também estive na escola da Laura (chamada pela direção por conta do SEGUNDO atraso na entrada) para “justificar” que eu sei exatamente qual é o meu papel de mãe e, que eu executo e me realizo nele, ou seja, não deveria ter sido chamada ali! Também expliquei que não é uma troca de favores, mas a realização de funções: eu cuido, a escola cuida, cada uma dentro das suas obrigações e regras estabelecidas. E, diga-se de passagem, sei que faço minha parte!! Mais uma vez, eu não deveria estar ali. Entendidos, as relações entre as partes “voltaram ao normal”. Tenho a impressão que as pessoas acham que eu não preciso da creche, que meu pai pode ficar com ela enquanto trabalho, ou, que tenho menos direito já que a Alice estuda numa escola paga, enfim....alguns olhares de julgamentos cessaram e logo a Laura vai para a escola da irmã. Mês das Mães, nada melhor que mostrar para as pessoas qual é sua contribuição no universo....rs.

No meu parque tem o Di:
Mudado, literalmente! Mudou de emprego, mudou as funções de trabalho e suas relações, mudou de casa e, ainda neste mês mudou de bloco de apartamento....rs. Muitas mudanças e, eu acompanho com o maior apoio que eu posso dar. As vezes estou cansada e, não consigo dar tanto carinho quanto gostaria, mas as adaptações fazem parte das mudanças e, logo estaremos menos cansados, mais dispostos e, as mudanças já não serão mais mudanças. É tipo quando a gente sai da montanha russa e vai para o carrossel, ele sobe e desce, mas com muito mais estabilidade....rs.
No meu parque tem minha família:
Só posso dizer: OBRIGADA! Obrigada por estarem na montanha russa comigo em todas as voltas incessantes até agora e, em todos os loopings, inclusive quando o brinquedo resolveu parar de ponta cabeça e eu achei que ficaríamos presos ali por muito tempo..... Às vezes, nem é legal ir ao parque de diversões e entrar num brinquedo sem ter vontade, mas vocês são espetaculares e sabem disso. Obrigada!

No meu parque tem amigos:
Que mês cheio de amigos. Falei e, quase pude ver, a maioria dos meus poucos e maravilhosos amigos. Também pude experimentar as felicidades de alguns e as angústias de outros e, fiz o que poderia ter feito: ouvi, falei, mandei energias e bons pensamentos, chorei (mesmo de longe), tentei me colocar no lugar para tentar entender....acho que isso faz parte de ter pessoas especiais e, cultivá-las. Quando precisar dizer....dizer, quando precisar ouvir....ouvir e, quando precisar não dizer e nem ouvir, entender!!

No meu parque tem trabalho:
As pessoas que me conhecem bem sabem que gosto muito do que faço e, que faço sempre com empenho e carinho. Sou organizada, atenta às questões que permeiam meu trabalho e tento sempre me colocar no lugar daquele que vem fazer qualquer tipo de aula comigo. Acho que era um bom momento para as coisas darem “mais” certo (no trabalho). No início do mês participei de um evento de Ginástica no Sesc São Carlos por indicação do gerente adjunto de Araraquara, o Rafa, que mencionou meu nome para a participação do mesmo. Foi importante o convite, pois, mostra que o trabalho está de acordo com as expectativas e, que as pessoas percebem isso [CLARO QUE ISSO NÃO É REGRA E, MUITAS VEZES QUEM DEVERIA NOS TECER OS DEVIDOS ELOGIOS NÃO O FAZ!!] Bom, eu realizei lá uma oficina de Ginástica para professores (e gostei do que fiz!), participei de uma vivência (e a Alice também), estive na apresentação de atletas de GA e, o Rafael (estagiário) acompanhou o grupo de Idosos para apresentar GPT no evento. Foi um dia extremamente agradável (apesar da recuperação cirúrgica). Minha família esteve lá para contemplar e, minha grande amiga Re foi me dar o abraço do mês. Que dia radiante!!
Hoje, quase fim do mês, estou voltando do Sesc Sorocaba onde fui fazer uma vivência da Ashtanga Sadhana no evento de Práticas Corporais em que o tema silêncio era o grande norteador. “Como assim Eu e Silêncio?” Pensei e não entendi quando fui convidada...rs. Perguntei ao meu lindo amigo Daniel (que me fez o convite), porque eu? Rsrsrs. Claro que ele não tinha resposta para isso. Na verdade, quem teve que encontrar a resposta fui eu mesma. Pesquisei, li e reli sobre o silêncio e, fui percebendo durante minhas leituras, e, nas vésperas da vivencia, também, no decorrer do evento que o silêncio estava dentro de mim e, somente eu poderia encontrá-lo. Minha aula teve “barulho” (aula em dupla, em roda, tem sempre uma produção extra e gostosa de sons), mas esse era o propósito: mostrar que apesar dos barulhos do dia-a-dia, podemos voltar a calma; que os dias mais agitados podem terminar com uma boa pitada de paz; e, que o silêncio não faria tanto sentido e teria tanta importância, se não experimentássemos o seu oposto. A experiência do convite, do estudo, da prática e, especialmente das TROCAS foi, sem sombra de dúvidas, sensacional!!
Me sinto extremamente grata por esse mês trabalhoso!!!

Também tem casa em reforma no meu parque:
Pintamos! Enfim, as coisas vão sendo finalizadas e, logo acabam. A reforma interminável, que causou reforma de dentro pra fora, de fora pra dentro, reforma mental, emocional e espiritual, vai terminando e fica disso, TODO o aprendizado.

No parque da minha vida tem EU mesma:
O passeio pelo parque permitiu grandes experiências neste lindo mês de Maio. Ganhos são sempre ganhos e, quando ganhamos em alegria e experiência, o valor do ganho dobra! Foi um mês de muita reflexão, de desatar alguns nós e “tentar” desatar outros. O mês ainda não acabou, mas eu já acho que ele valeu super a pena. Se pude minimamente ensinar ou transmitir algo a alguém, que tenha sido bom, porque eu aprendi e recebi muito!! Obrigada universo por ter me dado uma trégua e ter sido tão favorável ao meu crescimento pessoal.....

Aos amigux@s de plantão um grande beijo de boa  noite

NAMASTÊ!!



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