sábado, 4 de março de 2017

Mães são anjos e, muitos filhos também!!


Precisava escrever.....

E, a pergunta que dói meu peito há 3 dias é: como se perde alguém?

Acho que como "ganhar", normalmente, a gente sabe. 

Quando um bebê - esperado e desejado - pela sua família vem ao mundo, ele literalmente torna-se um presente. Talvez até por isso as pessoas costumeiramente dizem: quando você vai GANHAR nenê? Independente da gestação, do formato do parto e do comportamento da criança no início, as mães - de cara - enfrentam todas as dificuldades pelo presente que acabam de ganhar e estão levando para casa. E, vamos combinar, gestação, por melhor que ela seja, cansa!! Todas aquelas transformações na vida, no corpo, visitas ao médico, exames, a barriga que nunca mais para de crescer e, isso sem mencionar as pessoas que passam mal ou precisam de repouso, a ansiedade, etc. Realmente uma loucura e, a gente passa. Passa e muitas vezes passa de novo e passa e passa. Acho que o mantra mais conveniente para todas as mães quando engravidam é esse mesmo - vai passar! 

Aí, passa a fase da barriga, passa a fase de dormir pouco, passa a fase do leite exclusivo, passa a fase de o seu filho ser exclusivamente seu, passa a fase da fralda, passa a ir para a escola, passa a ser mais do mundo do que seu e,....as fases vão passando. E, acho que muitas de nós enfrentam todas essas passagens com muito cansaço, mas também com uma alegria que não tem medida, que não cabe no peito, que faz parte do ser mãe. Claro que, não estou generalizando e nem tenho essa pretensão, pois nem todas as mães constroem esse vínculo com a criança, ou desejam, sendo casos de mulheres que têm filhos, mas não são mães PONTO. Mas, vou me focar nas mães que desejam a maternidade. 

Acho que enfrentamos com tanta força tantas situações que, nem nos damos conta do tamanho da nossa força. A gente se desdobra tanto para ver sorrisos, para curar choros, para juntar e separar tantas vontades na mesma casa, na mesma sala de tv ou de jantar que, sem perceber, muitas vezes, estamos fazendo as mesmas coisas que nossas mães faziam pra nós e, que as mães delas (nossas avós) faziam para elas e, por aí vai na ancestralidade de nossas famílias. 

Mãe tem esse dom....de ser pilar, de ser o porto seguro, de ser a diretora dos filmes de nossas vidas. 

Mas e, quando a gente perde! E, quando uma mãe perde um filho? Caramba, eu nem consigo me imaginar diante de uma situação dessa, por isso estou me doendo tanto. Quando a gente fica sabendo de morte, SEMPRE É DESAGRADÁVEL. Na hora pensamos em que fica, na família que fica com a dor. Não somos preparados para perder, NINGUÉM! Já perdi pessoas, inclusive que amava muito, e nunca foi fácil, mas um filho, parece contra a regra natural de existência e, nesse sentido, infinitamente mais doloroso. 

Recentemente uma conhecida perdeu o bebe logo após o parto (sem motivo aparente). Pensei muito nessa mãe voltando para casa sem sua tão esperada filha. Há uns dias fiquei sabendo de outra mãezinha que perdeu sua filhinha ainda dentro do útero, também sem motivo aparente. Chorei!! A impressão que me dá é que aquele pilar central da casa estremece, se abala, a ponto de quase cair.

A mãe se prepara muito para abraçar, cuidar, dar amor e carinho e, de repente, isso lhe é tirado com tanta força que eu não consigo mensurar a dor delas. Queria eu, poder abraça-las e tentar amenizar a dor de ambas, mas isso não é possível, somente o tempo poderá fazer isso por elas. De qualquer forma, acho que temos missões a serem cumpridas em nosso plano na terra e, passamos por situações difíceis, umas pessoas mais outras menos, justamente porque nossos planos são diferentes entre si. Essas mamães e suas filhinhas tinham seus planos e, uma coisa eu tenho certeza absoluta....as duas foram muito amadas desde que as mamães receberam as notícias de suas gestações. Aquele amor que não se mede e que não cabe na gente, começa, mesmo que a gente não sinta com tanta força, quando lemos: POSITIVO!

Nunca vai haver uma forma de se perder alguém sem sentir dor. O ser humano não foi preparado para perder aqueles que ama. As adaptações serão diferentes, a assimilação cotidiana também e, cada pessoa vai entender a perda de uma forma. Em algum momento o luto vira saudade, lembrança...e vai doer um pouquinho menos. Mas, que o "papai do céu" podia inventar um jeito de não fazer as mamães perderem tão repentinamente seus filhinhos....ahhh isso podia viu!!?? Desejo a todas as mães que, infelizmente, passaram por isso, um grande abraço solidário e, apesar de nunca chegar nem perto de entender a dor de vocês, compartilho um pouquinho dela.

Um grande abraço aos pensadores desta noite e, especialmente para as mamães! 

Beijo.

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